ATLÉTICO VENCE O DOZE EM CASA E CONQUISTA O TÍTULO INÉDITO DO CAPIXABÃO

ATLÉTICO VENCE O DOZE EM CASA E CONQUISTA O TÍTULO INÉDITO DO CAPIXABÃO

Pela primeira vez em sua história, o Atlético se sagrou campeão Capixaba após vitória por 2×1 sobre o Doze em Cachoeiro do Itapemirim. Nem a forte chuva estragou a festa da torcida que compareceu ao estádio Sumaré e apoiou o time do início ao fim.

O Campeonato Capibaxa de 2017 tinha tudo para ser decidido em um grande jogo. Ambas as equipes tentavam levantar o caneco pela primeira vez em suas histórias. O Doze, cotado para o rebaixamento antes do início da competição, surpreendia a todos atingindo a final com chances reais de título. Já o Atlético Itapemirim chegava invicto à decisão e era favorito para a vitória pela campanha e por ter a vantagem do empate, após placar igual na partida de ida.

No primeiro jogo, o Doze dominou a partida e abriu 2 gols de vantagem no segundo tempo. Porém, o Galo buscou um empate heroico nos minutos finais e levou a vantagem para a grande decisão. O segundo jogo começou com a equipe de Marataízes, que precisava do resultado, pressionando os mandantes, marcando em cima na saída de bola do adversário. O Atlético recuou as linhas de marcação e apertava quando a bola passava do meio de campo. As investidas se resumiam a jogadas em velocidade pelas pontas, com Wendell e Wellinton.

Nos minutos iniciais, o jogo era de muita disputa de bola no meio campo, sem grandes chances de gol para ambos os lados. O primeiro ataque perigoso veio aos 5 minutos, quando Deivid invadiu a área atleticana em jogada individual, mas Rhayne mandou para escanteio. O primeiro chute a gol foi dos mandantes, com Weliton recebendo passe de Rodolfo e batendo, mas Robson Bahia fez a defesa, aos 20. O goleiro ainda apareceria de novo 2 minutos depois, em saída boa do gol se antecipando a Rodolfo, após cruzamento de Wendel. Ao final do primeiro tempo, a partida voltou a ficar mais disputada e o placar final foi 0x0.

O primeiro tempo não teve muitas chances, mas ficou marcado por duas polêmicas. Aos 33, Chiquinho foi derrubado na área e o time do Doze pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Já com 38 minutos jogados, Paulinho cruzou e a bola bateu no braço de Paulo Victor e foi a vez dos jogadores atleticanos reclamarem, porém, novamente, o juiz não apontou para a marca de cal.

Já no segundo tempo, a chuva começou a cair mais forte em Cachoeiro e o Atlético voltou pressionando o Doze. A equipe mandante ditou o ritmo do jogo. A primeira oportunidade de gol foi com cruzamento de Wendel que surpreendeu o goleiro Robson Bahia, mas a bola foi por cima do gol, passando perto. Logo depois, aos 5, em cobrança de escanteio, Kleber Viana acertou a trave do Doze. Aos 11, após cobrança de falta na barreira, a equipe mandante saiu um contra ataque com três contra dois. Wendel tocou para Rodolfo que bateu cruzado, mas fraco, e Robson Bahia encaixou. O gol perdido custou caro, pois o Doze abriu o placar logo depois, curiosamente aos 12 minutos, com cobrança de falta no cantinho de Cássio.

O placar aberto foi um balde de água fria no Atlético, que sentiu o gol e permitiu o crescimento do Doze. A equipe visitante tinha a posse de bola e mantinha o controle. Porém, a entrada de Luan Macaé, aos 21, mudou o jogo. Com boas jogadas pela direita, o meia pôs fogo na partida e o Atlético começou a pressionar de novo em busca do empate. Logo após a substituição, o Atlético chegou ao seu gol em um lance bizarro. Escanteio batido pela direita de ataque, desvio no primeiro pau e Marcos Felipe, sozinho, completou no segundo pau. O bandeirinha, porém, assinalou impedimento e o juiz confirmou a marcação. Os jogadores foram pressionar o árbitro e seu auxiliar, que voltou atrás e assinalou o gol.

O empate deixou a partida mais aberta. O Doze buscava o resultado pois precisava da vitória e o Atlético tentava o gol para garantir o título. Aos 31, Luan fez linda jogada, invadiu a área e tocou no fundo para Marcos Felipe, que rolou para o meio, mas a bola bateu no braço do zagueiro. Pênalti para o Atlético convertido por Wendel, bola para um lado, goleiro para o outro. O Doze sentiu o segundo gol, mas ainda buscava o resultado. Aos 41, Vitinho invadiu a área e bateu cruzado, mas Kleber Viana tirou na pequena área. No final do jogo, com 45 minutos, Ranuele foi obrigado a fazer duas grandes defesas após cobrança de escanteio do Doze e duas cabeçadas a queima roupa. A pressão, porém, não surtiu efeito e o Atlético conseguiu a vitória e o título.

Após o final da partida, Zizu, um dos jogadores mais identificados com a torcida falou sobre o sentimento de conquistar o primeiro título do Atlético. “Estou aqui desde 2014 e já bati na trave algumas vezes. Tivemos o melhor ataque e a melhor defesa, merecemos esse título” disse. O camisa 10 ainda comentou sobre a grande campanha do time, campeão invicto, e creditou o título a todo o elenco e comissão técnica. “Tenho identificação com o time e acho que merecia dar um título à essa torcida, à esse time. Estão todos de parabéns”, concluiu.

Wendel, autor do gol do título do Galo, falou sobre a sensação do gol mais marcante do time em sua história. “É gratificante, um sentimento sensacional. Me sinto honrado. Claro que não importava quem fizesse o gol, mas isso vai ficar marcado na minha carreira e na história do clube, só tenho a agradecer”, disse.

O zagueiro Leo, do Doze, disse que faltou manter a posse de bola. “Conseguimos abrir o placar, mas não mantivemos a posse de bola e eles vieram para cima”, afirmou. Chiquinho, um dos melhores jogadores do time no campeonato, disse que faltou ofensividade. “No sábado passado conseguimos fazer dois gols, mas hoje não conseguimos jogar da forma ofensiva que estamos acostumados”, esclareceu.

O Atlético se garantiu na disputa da Copa do Brasil e da série D do campeonato Brasileiro de 2018. Os dois times agora se preparam para a disputa da Copa Espírito Santo, que começa em julho.

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