Com apenas uma usina Samarco deve voltar às atividades

Com apenas uma usina Samarco deve voltar às atividades

Após vários ensaios de retorno, a mineradora continua sem previsão da volta das atividades e segue dependendo do andamento dos processos de licenciamento ambiental. Desde o rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, em 2015, diversos prazos de retomada das atividades foram dados, mas, para a liberação são necessárias autorizações ambientais.

De acordo com a mineradora, a Samarco precisa de duas licenças, uma referente a um novo local para a disposição de rejeitos (Cava de Alegria Sul); e a outra relativa ao Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) do Complexo de Germano, localizado em Mariana e Ouro Preto (MG). “A empresa está empenhada em cumprir todas as etapas desses processos de licenciamentos, que incorporam novas soluções no tratamento de rejeitos, com aumento da segurança e da recirculação da água no processo produtivo”, ressaltou em nota.

A mineradora já possui a anuência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); a aprovação da proposta de compensação de Mata Atlântica; a aprovação dos conselhos de Cultura e Patrimônio Histórico de Matipó e de Mariana e trabalha para obter todas as anuências e autorizações necessárias para o processo do LOC ao longo deste ano. O processo de licenciamento segue o seu curso normal de análise pelas autoridades competentes.

A nota também cita que o retorno será de forma gradual, como prevê o Estudo de Impacto Ambiental EIA /RIMA do Licenciamento Operacional Corretivo. “No primeiro momento, a solução encontrada é do retorno das atividades produtivas com a operação de uma usina no ES e um concentrador em MG, equivalente a uma capacidade produtiva de 26%, atendida pelo quadro atual de empregados que gira em torno de 1135 entre MG e ES”, descreveu.

Licenciamento Operacional Corretivo (LOC)

O licenciamento traz uma revisão de todas as etapas do processo operacional e das estruturas do Complexo de Germano. Ele foi iniciado em setembro de 2017, após o protocolo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). As audiências públicas com relação ao LOC foram realizadas em Matipó, Mariana e Ouro Preto, em dezembro do ano passado.